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Material e Cuidado

Tipos de cravação:
garras, pavê, trilho e moldura

Dolores Designer··10 min de leitura

Cravação é a forma como a pedra fica presa no metal — e ela muda o brilho, a segurança e os cuidados da joia. As mais comuns são: garras, pequenas hastes que seguram a pedra por cima e deixam a luz entrar por todos os lados; pavê, muitas pedrinhas coladas umas às outras, presas por minúsculas bolinhas de metal, formando uma superfície de brilho; trilho, pedras alinhadas entre duas paredes de metal; moldura, um aro de metal que abraça a pedra inteira; e a cravação inglesa, com a pedra embutida rente ao metal. Em muitas bijuterias, as pedras são coladas, o que pede cuidado redobrado com água. Saber qual é a cravação da sua peça ajuda a escolher, usar e cuidar.

Este guia explica cada tipo de cravação, o efeito no brilho, a segurança para o dia a dia, o que enrosca e o que proteger, e os cuidados com cada uma — com peças do catálogo.

Cravação e pedra são coisas diferentes

A mesma pedra pode ser cravada de formas diferentes, e cada forma muda o resultado. Para entender as pedras em si — naturais, cristais, zircônia —, veja o guia zircônia, cristal ou strass e o de pedras preciosas.

Os tipos

Os tipos de cravação

CravaçãoComo éBrilhoSegurançaEnrosca?
GarrasHastes seguram a pedra por cimaMáximo, a luz entra por todos os ladosBoa, pede revisão das garrasSim, se forem altas
PavêMuitas pedrinhas presas por bolinhas de metalSuperfície contínua de brilhoBoa, pedrinhas podem cairPouco
TrilhoPedras alinhadas entre duas paredesFaixa de brilhoMuito boaNão
MolduraAro de metal abraça a pedraUm pouco menorMuito boaNão
InglesaPedra embutida rente ao metalDiscretoMuito boaNão
ColadaPedra fixada com colaVariaSensível à água e ao calorPouco

Garras

É a cravação clássica dos solitários: quatro ou seis pequenas hastes de metal que se dobram sobre a pedra. Como a pedra fica elevada e aberta, a luz entra pelos lados e o brilho é máximo. O ponto de atenção são as próprias garras: com o uso, elas se desgastam ou se abrem, e a pedra pode se soltar. Garras altas também enroscam em tecidos e cabelos. O guia de anel de noivado fala do solitário.

Halo

Uma pedra central, geralmente em garras, cercada por um círculo de pedrinhas menores. O halo faz a pedra central parecer maior e mais brilhante, e é muito comum em anéis de noivado e de festa.

Pavê

O nome vem do francês e lembra um calçamento: muitas pedrinhas colocadas lado a lado, presas por minúsculas bolinhas de metal, cobrindo a superfície da joia. O efeito é de uma superfície inteira de brilho. As pedrinhas ficam bem protegidas, mas, com batidas, alguma pode se soltar. Quando as pedras são muito pequenas, fala-se em micropavê.

Trilho

As pedras ficam alinhadas entre duas paredes paralelas de metal, sem nada por cima. É uma cravação muito segura e que não enrosca, por isso muito usada em alianças e anéis de uso diário. O brilho forma uma faixa contínua.

Moldura

Um aro de metal envolve a pedra inteira, como uma moldura. É uma das cravações mais seguras e protege as bordas da pedra contra batidas, mas deixa entrar um pouco menos de luz. É muito comum em cabochões — pedras lisas e abauladas — e em peças de ar vintage. Também é chamada de cravação fechada ou, pelo termo em inglês, bezel.

Cravação inglesa

A pedra é embutida num furo no metal, ficando rente à superfície. O resultado é discreto e muito resistente, sem nada que enrosque — ótimo para anéis masculinos e peças de uso intenso.

Tensão

Uma cravação rara e moderna, em que a pedra parece flutuar, presa apenas pela pressão das duas pontas do aro. Tem visual impactante, mas exige metal muito resistente e trabalho especializado, e por isso aparece sobretudo em joalheria de autor.

Pedras coladas

Em muitas bijuterias, os cristais e pedras são fixados com cola, às vezes num pequeno encaixe. É uma forma prática e acessível de criar peças com muitas pedras, mas a cola é sensível à água, ao calor, ao álcool e a produtos químicos. O guia semijoia pode molhar? explica os cuidados, e o de como consertar bijuteria mostra como recolocar uma pedra que caiu.

Cada peça

A cravação e o tipo de peça

Brincos: sofrem pouco atrito, então aceitam qualquer cravação, inclusive garras altas, que dão o máximo de brilho perto do rosto.

Colares e pingentes: garras e moldura são as mais comuns; o pingente balança, mas raramente bate.

Anéis: são as peças que mais batem e raspam. Para o dia a dia, trilho, moldura e inglesa protegem melhor; garras e pavê pedem mais cuidado.

Pulseiras: encostam em mesas, teclados e bolsas. Trilho e pavê resistem bem; garras altas enroscam em mangas e tecidos.

Como a cravação é feita

Na joalheria, a cravação é trabalho de um profissional especializado, o cravador, que ajusta cada garra ou bolinha de metal com ferramentas finas e, no caso do micropavê, com a ajuda de lupas e microscópios. Em muitas bijuterias, as peças são fundidas com pequenos encaixes, e os cristais são fixados com cola — um processo mais rápido e acessível.

Cravação e preço

Parte do valor de uma joia está na mão de obra da cravação: quanto mais pedras e mais delicado o trabalho, mais horas de cravador. Por isso, peças com pavê de pedras preciosas costumam custar bem mais que peças com poucas pedras maiores.

Escolher

Qual cravação escolher

Para o dia a dia intenso: trilho, moldura e cravação inglesa, que protegem a pedra e não enroscam. Ótimas para anéis e pulseiras, que sofrem mais atrito.

Para o brilho máximo: garras e halo, que deixam a luz entrar — perfeitas para brincos, colares e anéis de ocasião.

Para uma superfície de brilho: pavê, em anéis de coquetel, brincos e pingentes. O guia de anel de coquetel mostra os anéis de presença.

Para quem tem cabelo cacheado ou usa muito tricô: cravações sem pontas — moldura, trilho, inglesa — enroscam menos. O guia de joias para cabelo cacheado fala disso.

Micropavê

No micropavê, as pedrinhas são tão pequenas que só é possível cravá-las com a ajuda de microscópio. O resultado é uma superfície de brilho finíssimo, muito usada em alianças, anéis delicados e brincos pequenos. Justamente por serem tão pequenas, as pedras pedem cuidado com batidas.

A qualidade do cristal na bijuteria

Em bijuterias cravejadas, a qualidade dos cristais e da cravação faz toda a diferença: cristais bem lapidados e bem alinhados, sem cola aparente, brilham mais e duram mais. O guia zircônia, cristal ou strass ajuda a diferenciar os materiais.

Revisar

Sinais de que a cravação precisa de atenção

A pedra se mexe. Segure a peça perto do ouvido e balance levemente: se ouvir um tique, a pedra está solta.

A garra enrosca mais que antes. Pode ter se levantado.

A garra está fina ou achatada. Com o desgaste, ela segura menos.

Falta uma pedrinha no pavê. Um espaço vazio indica que as vizinhas também podem estar frouxas.

Em qualquer desses casos, pare de usar a peça até consertar. Peças de valor devem ir a um joalheiro; em bijuterias, alguns ajustes podem ser feitos em casa.

Peças antigas

Em joias antigas e de família, as garras costumam estar gastas depois de décadas de uso. Antes de voltar a usar uma peça herdada, uma revisão com um joalheiro evita perder a pedra — o guia de joias vintage fala dos cuidados com peças antigas.

Cuidados

Cuidados com cada cravação

Garras: revise de tempos em tempos e evite batidas. Guarde separado, porque as garras riscam outras peças.

Pavê: a sujeira se acumula entre as pedrinhas e apaga o brilho. Uma escova macia com água morna e sabão neutro, nas peças que podem molhar, devolve a luz — o guia de como limpar bijuterias traz o método.

Trilho e moldura: resistem bem, mas a sujeira também se acumula nas bordas.

Coladas: nada de água, álcool em gel, perfume direto, calor ou ultrassom.

Cuidado com o ultrassom: as máquinas de limpeza por ultrassom podem soltar pedras em pavê, garras gastas e pedras coladas. Nesses casos, prefira a limpeza manual ou a de um joalheiro.

Revisão preventiva: para peças de valor e de uso diário, uma revisão das garras e das pedras uma vez por ano evita perdas.

Todas: guarde cada peça separada, como mostra o guia de como guardar bijuterias.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

O que é cravação de garras?

É a cravação em que pequenas hastes de metal, geralmente quatro ou seis, se dobram sobre a pedra para segurá-la. A pedra fica elevada e aberta, e a luz entra por todos os lados, o que dá o brilho máximo. As garras precisam ser revisadas de tempos em tempos, porque se desgastam e podem se abrir.

O que é pavê em joias?

É a cravação em que muitas pedrinhas são colocadas lado a lado, presas por minúsculas bolinhas de metal, cobrindo a superfície da joia como um calçamento. O efeito é de uma superfície contínua de brilho. Quando as pedras são muito pequenas, fala-se em micropavê.

Qual a cravação mais segura?

As cravações em trilho, em moldura e a cravação inglesa são as mais seguras para o dia a dia, porque protegem a pedra e não têm pontas que enrosquem. As garras dão mais brilho, mas pedem revisão periódica.

Como saber se a pedra do anel está solta?

Segure a peça perto do ouvido e balance levemente: um tique indica pedra solta. Garras que enroscam mais que antes ou estão finas também são sinais. Pare de usar a peça até consertar, para não perder a pedra.

O que é anel com halo?

É o anel com uma pedra central cercada por um círculo de pedrinhas menores. O halo faz a pedra central parecer maior e mais brilhante, e é muito comum em anéis de noivado e de festa.

Garra solta tem conserto?

Tem. Um joalheiro consegue apertar, reconstruir ou substituir garras gastas ou abertas, e recolocar a pedra com segurança. Em bijuterias, garras levemente abertas às vezes podem ser pressionadas com cuidado em casa. O importante é parar de usar a peça até o conserto, para não perder a pedra.

Qual cravação é melhor para aliança?

O trilho e o micropavê são os mais usados em alianças com pedras, porque protegem as pedrinhas e não enroscam. A cravação inglesa, com pedras rentes ao metal, também é muito resistente para o uso diário.

Qual cravação dá mais brilho?

As garras, principalmente com halo, porque deixam a pedra elevada e aberta e a luz entra por todos os lados. O pavê cria uma superfície contínua de brilho. A moldura e a cravação inglesa protegem mais, mas deixam passar um pouco menos de luz.

Posso limpar joia cravejada no ultrassom?

Com cuidado. O ultrassom pode soltar pedras em pavê, em garras gastas e pedras coladas. Para essas peças, prefira a limpeza manual, com escova macia, água morna e sabão neutro nas que podem molhar, ou a limpeza feita por um joalheiro.

O que é micropavê?

É um pavê feito com pedrinhas tão pequenas que só podem ser cravadas com a ajuda de microscópio. Cria uma superfície de brilho finíssimo, muito usada em alianças, anéis delicados e brincos pequenos.

O que é cravação inglesa?

É a cravação em que a pedra é embutida num furo no metal, ficando rente à superfície. O resultado é discreto e muito resistente, sem nada que enrosque, e é muito usado em anéis de uso intenso.

Qual cravação enrosca menos no cabelo?

As cravações sem pontas: moldura, trilho e inglesa. As garras, principalmente as altas, são as que mais enroscam em cabelos, tricô e tecidos delicados.

Pedra colada pode molhar?

Não é recomendado. A cola é sensível à água, ao calor, ao álcool e a produtos químicos, e pode soltar as pedras com o tempo. Tire as peças com pedras coladas para lavar as mãos, tomar banho e usar álcool em gel.

Curadoria Dolores Designer

Quer saber como a pedra da sua peça é presa?

Mande o código da peça do catálogo ou uma foto. A curadoria Dolores explica a cravação e os cuidados certos para ela durar.

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Quando revisar garras e pedras.

Glossário de joias

Garras, pavê, cabochão e outros termos.

Joias que enroscam

Garras, tecidos delicados e fios puxados.

Zircônia, cristal ou strass

As pedras das joias de moda.

Anel de noivado

O solitário e as garras.

Como consertar bijuteria

Como recolocar uma pedra que caiu.

Acabamentos das joias

Polido, escovado, martelado e mais.