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Material e Cuidado

Joias com esmalte:
o que é, os tipos, como usar e cuidar

Dolores Designer··10 min de leitura

Esmalte, em joalheria, é a camada de cor aplicada sobre o metal, e existem dois tipos muito diferentes. O esmalte vitrificado, o tradicional, é vidro em pó fundido sobre o metal em forno, a centenas de graus: duro, brilhante e duradouro, mas quebradiço como vidro. O esmalte a frio, muito usado em bijuterias e semijoias, é uma resina colorida que endurece sem forno: mais barato, permite qualquer cor, mas risca e pode amarelar com o tempo. Nos dois casos, o esmalte traz o que o metal sozinho não tem — cor —, e a peça esmaltada funciona como o ponto colorido do look. O cuidado principal é evitar batidas, que lascam, e produtos como acetona, que atacam o esmalte a frio.

Este guia explica o que é cada tipo de esmalte, as técnicas clássicas da joalheria, como usar peças esmaltadas e como cuidar delas para que não lasquem nem desbotem — com peças do catálogo.

Esmalte de joia não é esmalte de unha

Apesar do nome, o esmalte das joias não tem nada a ver com o de unha. O vitrificado é vidro fundido; o a frio é uma resina de duas partes. E, curiosamente, o removedor de esmalte de unha, com acetona, é um dos maiores inimigos do esmalte a frio das joias.

Os tipos

Esmalte vitrificado e esmalte a frio

CaracterísticaEsmalte vitrificadoEsmalte a frio
O que éVidro em pó fundido sobre o metalResina colorida que endurece sem forno
Como é feitoQueimado em forno, a centenas de grausAplicado e curado em temperatura ambiente
AparênciaBrilho vítreo, profundoBrilho uniforme, às vezes mais plástico
ResistênciaDuro, não risca, mas lasca com batidaMais macio, risca, mas absorve melhor pequenos impactos
Com o tempoMantém a cor por décadasPode amarelar com sol e perder brilho
Onde apareceJoalheria fina e peças artesanaisBijuterias e semijoias
ConsertoDifícil, exige reesmaltarUm artesão pode retocar

Os dois são legítimos. O vitrificado é a técnica tradicional, cara e trabalhosa; o a frio democratizou a cor nas peças de moda e permite cores e combinações que o forno não aceita. O importante é saber qual você tem, porque o cuidado muda. Na dúvida, pergunte — a descrição da peça deve informar.

A história

Um pouco de história

O esmalte é uma das técnicas de ornamentação mais antigas que existem. Anéis de ouro esmaltados encontrados em Chipre têm mais de três mil anos. No Império Bizantino, o esmalte cloisonné decorou coroas, ícones e relicários com uma riqueza de cor que ainda impressiona. Na Idade Média, a cidade francesa de Limoges ficou famosa pelo esmalte champlevé em objetos religiosos.

Na virada do século XX, os joalheiros do art nouveau levaram o esmalte ao auge artístico, com asas de inseto e pétalas translúcidas em plique-à-jour. Décadas depois, a bijuteria popularizou peças esmaltadas coloridas, acessíveis e alegres, e o esmalte a frio abriu a porta para qualquer cor em qualquer peça. Hoje, o esmalte volta sempre que a moda pede cor — em braceletes gráficos, brincos de coração, pingentes com olho grego.

As técnicas

As técnicas clássicas do esmalte

O esmalte vitrificado é uma das técnicas mais antigas da joalheria, com mais de três mil anos, e ganhou nomes próprios conforme a forma de aplicar.

Cloisonné. Finos fios de metal são soldados sobre a peça, formando pequenas células, que são preenchidas com esmaltes de cores diferentes. O desenho fica contornado por linhas de metal. Foi muito usada no mundo bizantino e na China.

Champlevé. Em vez de fios, o próprio metal é escavado, e as cavidades recebem o esmalte. O metal que sobra forma o desenho.

Plique-à-jour. O esmalte translúcido é aplicado em células sem fundo, e a luz atravessa, como num vitral. É a técnica das asas de libélula e das pétalas do art nouveau, das mais difíceis da joalheria.

Guilloché. O metal é gravado com padrões geométricos finíssimos e coberto com esmalte translúcido, que deixa o desenho aparecer por baixo. Ficou famoso nos ovos imperiais russos do início do século XX.

Nas bijuterias, o esmalte a frio muitas vezes imita essas técnicas, preenchendo desenhos em relevo com cores sólidas. O efeito visual é parecido; a durabilidade, não. O guia de joia, semijoia ou bijuteria explica as categorias.

Como reconhecer o tipo de esmalte

Nem sempre é fácil distinguir os dois a olho, mas alguns sinais ajudam. O vitrificado tem brilho profundo, como vidro, é frio ao toque e duro; pequenas irregularidades nas bordas, próprias do trabalho no forno, são comuns. O esmalte a frio tem brilho mais uniforme e liso, às vezes com aspecto levemente plástico, esquenta mais rápido na mão e costuma aparecer em peças de preço acessível. A informação mais segura continua sendo a descrição da peça.

Como usar

Como usar peças esmaltadas

A cor manda. A peça esmaltada é, antes de tudo, cor. Com roupa neutra — preto, branco, jeans, bege —, ela é o ponto de interesse do look. Com roupa colorida, repita um tom da roupa no esmalte para criar unidade, ou escolha uma cor complementar para contraste.

Preto e branco. Esmaltes em preto e branco, ou preto e dourado, são os mais versáteis: gráficos, elegantes e fáceis de combinar com qualquer roupa. O guia do ônix mostra outra forma de usar o preto nas joias.

Uma cor por vez. Duas ou três peças esmaltadas de cores diferentes competem. Se quiser usar várias, mantenha a mesma cor ou a mesma paleta.

Com o metal. O esmalte costuma vir emoldurado por metal dourado ou prateado. O metal da peça deve conversar com as outras joias do look — o guia de como misturar dourado e prateado ajuda quando eles não combinam.

A moldura. O metal que emoldura o esmalte muda o efeito da cor. Dourado aquece e deixa as cores mais ricas, com ar de joia antiga; prateado esfria e deixa a peça mais gráfica e contemporânea. Com esmalte preto, os dois funcionam; com cores quentes, como coral e vermelho, o dourado costuma ficar mais harmonioso.

Estações. Esmaltes em cores vivas — coral, turquesa, amarelo, verde — combinam com o verão; tons escuros e terrosos — vinho, marrom, verde-musgo, preto — com o inverno.

Paletas que funcionam

Preto, branco e dourado: o trio mais elegante e versátil. Coral e turquesa: verão, praia, viagem. Vinho, marrom e dourado: outono e inverno. Vermelho e preto: contraste forte, para a noite. Tons pastel: rosa-claro, lavanda, verde-menta, delicados e românticos. Escolher uma paleta ajuda a montar composições com mais de uma peça esmaltada sem que elas briguem.

Nas ocasiões

Dia a dia. Braceletes finos esmaltados, brincos pequenos coloridos e anéis com detalhe de esmalte trazem cor sem exagero.

Trabalho. Esmaltes em tons sóbrios, preto, branco ou uma cor só, em peças pequenas.

Festa. Braceletes largos e brincos esmaltados de presença, com roupa lisa, são uma alternativa colorida ao brilho dos cristais.

Cuidados

Como cuidar para não lascar nem desbotar

Batidas. O maior risco do esmalte vitrificado é a batida: ele é vidro e lasca. Braceletes esmaltados sofrem muito com mesas e bancadas; tire para trabalhos manuais e cuidado ao apoiar o braço.

Acetona e produtos químicos. Removedor de esmalte de unha, álcool em excesso, perfume e produtos de limpeza atacam o esmalte a frio, que perde o brilho, mancha ou fica pegajoso. Faça as unhas sem as joias esmaltadas.

Sol. O esmalte a frio pode amarelar e desbotar com sol prolongado, principalmente em cores claras. Guarde longe da janela.

Calor e choque térmico. Água muito quente e mudanças bruscas de temperatura podem trincar o esmalte vitrificado.

Limpeza suave. Pano macio levemente úmido e, se necessário, uma gota de sabão neutro, secando em seguida. Nada de escova dura, pasta de dente ou limpador ultrassônico. O guia de como limpar bijuterias traz o método para cada material.

Guarde separado. Peças esmaltadas se riscam e lascam quando batem em outras joias. Um compartimento próprio, forrado, é o ideal — veja o guia de como guardar bijuterias.

Esmalte e pele sensível

O esmalte cobre o metal e, por isso, funciona como uma barreira entre a liga e a pele. Mas as bordas, o verso e o fecho da peça geralmente ficam expostos, e é por ali que o contato acontece. Quem tem alergia a metais deve prestar atenção a esses pontos, como explica o guia de alergia a bijuteria.

E se lascar?

No esmalte a frio, um artesão consegue retocar pequenas falhas com resina da mesma cor. No vitrificado, o conserto é mais complexo e exige reesmaltar a área no forno, o que nem sempre compensa em peças de moda. Por isso, a prevenção vale mais que o conserto.

De presente

Peças esmaltadas de presente

Por serem coloridas, as peças esmaltadas são presentes alegres e fáceis de acertar quando se conhece a cor preferida de quem vai receber. Corações esmaltados são clássicos para datas afetivas; braceletes em preto e branco agradam a estilos mais sóbrios; peças com olho grego ou símbolos esmaltados levam um significado junto. Uma dica: inclua no cartão os cuidados — tirar para lavar as mãos e evitar acetona —, para que a peça dure.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

O que é joia esmaltada?

É a joia que tem uma camada de cor aplicada sobre o metal. Pode ser esmalte vitrificado, vidro em pó fundido em forno, usado na joalheria tradicional, ou esmalte a frio, uma resina colorida que endurece sem forno, muito usada em bijuterias e semijoias.

Qual a diferença entre esmalte vitrificado e esmalte a frio?

O vitrificado é vidro fundido sobre o metal em forno: duro, brilhante, mantém a cor por décadas, mas lasca com batidas. O esmalte a frio é uma resina que endurece em temperatura ambiente: mais barato, permite qualquer cor, mas risca, pode amarelar com o sol e é sensível a acetona.

Joia esmaltada pode molhar?

O esmalte vitrificado aguenta água, mas o metal por baixo e o contato com sabão e cloro podem desgastar a peça. O esmalte a frio é mais sensível a produtos químicos. Em geral, é melhor tirar a peça para o banho, a piscina e o mar, e secar bem se molhar.

Esmalte de joia descasca?

O esmalte a frio pode riscar, perder o brilho e soltar nas bordas com o tempo, principalmente com acetona, perfume e atrito. O vitrificado não descasca, mas lasca com batidas fortes. Cuidados simples — tirar para trabalhos manuais e evitar produtos químicos — prolongam muito a vida da peça.

Dá para consertar esmalte lascado?

No esmalte a frio, um artesão pode retocar pequenas falhas com resina da mesma cor. No vitrificado, o conserto exige reesmaltar a área no forno, um trabalho especializado que nem sempre compensa em peças de moda.

Posso usar joia esmaltada no dia a dia?

Pode, com alguns cuidados. Prefira peças menores, como brincos e braceletes finos, que batem menos, e tire para trabalhos manuais, para lavar louça e para passar produtos nas mãos. Evite perfume e acetona sobre o esmalte e guarde a peça separada das outras.

Esmalte a frio é resina?

É. O esmalte a frio é uma resina de duas partes, colorida, que endurece em temperatura ambiente, sem forno. Por isso é mais barato e permite qualquer cor, mas é mais macio que o esmalte vitrificado, pode riscar e amarelar com o sol, e é sensível a acetona e a alguns produtos químicos.

Joia esmaltada amarela com o tempo?

O esmalte vitrificado mantém a cor por décadas. O esmalte a frio, feito de resina, pode amarelar com exposição prolongada ao sol e com o tempo, principalmente em cores claras como branco e pastel. Guardar a peça longe da luz direta ajuda a preservar a cor.

Esmalte vitrificado é caro?

Costuma ser mais caro, porque exige forno, várias queimas e mão de obra especializada. Por isso aparece principalmente em joalheria fina e peças artesanais. O esmalte a frio, mais simples de aplicar, é o que permite peças esmaltadas a preços acessíveis.

Como limpar joia esmaltada?

Com um pano macio levemente úmido e, se necessário, uma gota de sabão neutro, secando em seguida. Evite escova dura, pasta de dente, produtos de limpeza, acetona e limpador ultrassônico, que podem riscar, manchar ou soltar o esmalte.

Curadoria Dolores Designer

Quer cor nas joias?

Conte as cores que você mais usa. A curadoria Dolores mostra as peças esmaltadas do catálogo — braceletes, brincos e colares — que conversam com o seu guarda-roupa.

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