Um anel preso no dedo costuma ter uma causa simples: o dedo inchou — pelo calor, pelo exercício, por uma refeição salgada, pela gravidez, por uma pancada — ou o anel já estava justo. Na maioria das vezes, dá para tirar em casa com calma: elevar a mão para reduzir o inchaço, resfriar com água fria, lubrificar com sabão ou creme e girar devagar, sem forçar; a técnica do fio ajuda quando o resto não resolve. Mas há situações em que não se deve tentar sozinha: dor forte, formigamento ou dormência, dedo roxo, azulado, pálido ou frio, inchaço que aumenta, ferimento ou suspeita de fratura são sinais para procurar atendimento de urgência, onde a equipe retira o anel com segurança, cortando-o se for preciso. Um anel cortado quase sempre tem conserto; um dedo machucado nem sempre.
Este guia mostra os sinais de alerta, o passo a passo seguro, o que não fazer, o que acontece no pronto-socorro, o conserto do anel e como evitar que ele fique preso de novo. As orientações são gerais e não substituem a avaliação de um profissional de saúde.
Dor forte, formigamento, dormência, dedo roxo, azulado, pálido ou frio, inchaço que só aumenta, ferimento no dedo ou suspeita de fratura: não tente tirar o anel em casa. Procure um pronto-socorro. A circulação do dedo é mais importante que o anel.
Calor e exercício: os vasos se dilatam e os dedos incham — veja joias na academia. Sal e álcool: podem aumentar a retenção de líquidos. Gravidez: o inchaço é comum, principalmente no fim da gestação — veja joias na gravidez. Viagens de avião: muitas horas sentada podem inchar mãos e pés — veja joias em viagem de avião. Lesões, picadas e alergias: o inchaço pode ser rápido. Articulações: com a artrite, a junta fica mais larga que a base do dedo, e o anel entra, mas não volta. Medida errada: um anel justo demais é o candidato número um a ficar preso — veja medida de anel.
Só quando não houver nenhum sinal de alerta. Se em algum momento doer, formigar ou o dedo mudar de cor, pare e procure atendimento.
Puxar e torcer com força irrita a pele e aumenta o inchaço. Respire, sente-se e comece com calma.
Levante a mão acima da altura do coração por alguns minutos — apoiada numa almofada, ou com o braço para cima. Isso ajuda o líquido a sair do dedo.
Deixe a mão sob água fria ou use uma compressa fria envolvida num pano, por poucos minutos. O frio ajuda a reduzir o inchaço. Nunca use calor, que aumenta o inchaço.
Espalhe sabão líquido, detergente neutro, creme hidratante, vaselina ou óleo de cozinha em volta do anel e do dedo, inclusive por baixo do aro, se possível.
Gire o anel devagar, de um lado para o outro, enquanto o empurra suavemente em direção à ponta do dedo. Ao passar pela articulação, puxar a pele do dedo levemente para trás, em direção à mão, pode ajudar.
A aliança é o anel que mais fica preso, porque quase nunca sai do dedo e o dedo muda com os anos. Se ela estiver justa, vale ajustar com o joalheiro antes que fique presa — veja aliança de casamento.
Em anéis com pedras altas ou garras, gire com cuidado para não enganchar na pele, e proteja a pedra ao lubrificar.
Quando o passo a passo não resolve e não há sinais de alerta, a técnica do fio costuma funcionar. Use fio dental, barbante fino ou uma linha resistente.
1. Passe uma ponta do fio por baixo do anel, da ponta do dedo em direção à mão, deixando uma ponta curta do lado da mão. 2. Com a ponta longa, enrole o fio firme e bem junto, volta ao lado de volta, a partir da borda do anel em direção à ponta do dedo, cobrindo a articulação — o fio comprime o dedo e cria uma superfície lisa. 3. Segure a ponta curta, do lado da mão, e comece a desenrolar puxando em direção à ponta do dedo: o anel vai sendo empurrado sobre o fio. 4. Se o dedo ficar roxo, doer ou formigar, desenrole imediatamente e procure atendimento. Não deixe o fio enrolado por muito tempo.
Não corte o anel em casa com alicate, serra ou tesoura: o risco de ferir o dedo é grande. Não force nem torça com violência: machuca a pele e aumenta o inchaço. Não use calor. Não espere horas se o dedo estiver mudando de cor ou doendo. Não passe produtos agressivos, como solventes, na pele.
Lave e seque bem o dedo e observe nas horas seguintes. Se a dor, a dormência ou a mudança de cor continuarem, ou se houver ferimento, procure atendimento. Espere o inchaço passar antes de voltar a usar o anel.
Depois de uma pancada, de uma picada de inseto ou de uma reação alérgica, o dedo pode inchar muito rápido. Tire os anéis daquela mão o quanto antes, ainda no começo do inchaço.
Anéis usados acima da articulação ou nos dedos dos pés também podem ficar presos com o inchaço. Os mesmos cuidados valem para eles — veja anel de falange.
Em anéis de bijuteria, o sabão e o óleo usados para tirar o anel podem manchar o banho; lave e seque a peça depois. A pele irritada pelo aperto também pode reagir a metais mais sensíveis.
Com crianças, que podem não conseguir explicar o que sentem, procure atendimento logo, sem tentar muitas técnicas em casa.
A equipe avalia o dedo e costuma tentar primeiro técnicas sem corte. Se não der, usa um cortador de anel próprio, que protege o dedo enquanto corta o aro. Anéis de ouro e de prata são cortados com facilidade. Anéis de metais muito duros, como tungstênio e cerâmica, não se cortam com os cortadores comuns, e a equipe usa outras técnicas, como quebrar o anel com ferramentas próprias — o guia de titânio, tungstênio e platina fala desses metais. Em caso de pancada ou fratura, a orientação é tirar os anéis o quanto antes — veja joias em exames e cirurgias.
Anéis de ouro e de prata cortados quase sempre têm conserto: o joalheiro solda o aro e pode aproveitar para ajustar o tamanho, acrescentando um pedaço de metal. Alianças com gravação por dentro podem precisar de cuidado extra. Bijuterias e semijoias nem sempre podem ser soldadas, mas vale consultar — veja como consertar bijuteria.
“É só esperar que o inchaço passa”: às vezes passa, mas, com sinais de alerta, esperar pode ser perigoso. “Gelo direto na pele resolve”: o frio ajuda, mas sempre envolvido num pano e por poucos minutos. “Cortar em casa é simples”: não é, e o risco de ferir o dedo é grande. “Anel preso só acontece com anel pequeno”: um anel da medida certa também fica preso quando o dedo incha.
Medida certa: meça o dedo no fim do dia, quando ele está mais inchado; o anel deve passar pela articulação com uma leve resistência e girar na base — veja anel grande ou pequeno. Tire antes: de exercícios, dias muito quentes, voos longos, trabalhos pesados e sempre que machucar a mão. Durma sem anéis: os dedos incham durante a noite em muitas pessoas — veja dormir de joias. Anéis ajustáveis e elásticos: boas opções para quem tem dedos que variam muito. Anéis largos: apertam mais que os finos do mesmo número; muitas vezes pedem meio número a mais.
O mesmo inchaço que prende anéis deixa relógios e pulseiras rígidas apertados no pulso. Afrouxe a pulseira do relógio e tire os braceletes rígidos quando sentir que estão marcando a pele — veja tamanho de pulseira.
Gravidez, mudanças de peso, idade e articulações mais largas mudam a medida dos dedos ao longo dos anos. Vale medir de novo de tempos em tempos, principalmente os anéis que você usa sempre.
Tire os anéis quando começarem a ficar justos no fim do dia, e não quando já não saírem. A aliança pode ir numa corrente até o inchaço passar.
Como tirar um anel preso no dedo inchado?
Se não houver dor forte, formigamento ou mudança de cor, eleve a mão acima do coração, resfrie com água fria, lubrifique com sabão ou creme e gire o anel devagar em direção à ponta do dedo, sem forçar. Se não sair, a técnica do fio costuma ajudar.
Quando devo ir ao pronto-socorro com anel preso?
Com dor forte, formigamento ou dormência, dedo roxo, azulado, pálido ou frio, inchaço que aumenta, ferimento ou suspeita de fratura. Nesses casos, não tente em casa: a equipe retira o anel com segurança.
Como funciona a técnica do fio dental?
Passe o fio por baixo do anel, enrole a ponta longa firme em direção à ponta do dedo, cobrindo a articulação, e desenrole puxando a ponta curta, do lado da mão, para empurrar o anel sobre o fio. Se doer ou o dedo mudar de cor, pare.
O pronto-socorro corta o anel?
Se as técnicas sem corte não funcionarem, a equipe usa um cortador próprio que protege o dedo. Metais muito duros, como tungstênio, exigem outras técnicas.
Anel ajustável fica preso?
Com muito menos frequência, porque o aro aberto pode ser afastado com cuidado para passar pela articulação. Anéis de aro elástico também cedem quando o dedo incha.
Por que o anel sai de manhã e não sai à tarde?
Os dedos costumam inchar ao longo do dia, com o calor, o movimento e a alimentação. Em muitas pessoas, eles também incham à noite. Por isso, a medida deve ser tirada no fim do dia.
Anel preso por muito tempo faz mal?
Um anel apertado por muito tempo pode prejudicar a circulação do dedo, principalmente se o inchaço aumentar. Com dor, dormência ou mudança de cor, procure atendimento imediatamente.
Posso usar óleo ou manteiga para tirar o anel?
Pode. Sabão, detergente neutro, creme hidratante, vaselina ou óleo de cozinha ajudam o anel a deslizar. Lave e seque o dedo e a peça depois.
Posso usar gelo para tirar o anel?
O frio ajuda a reduzir o inchaço, mas use água fria ou uma compressa fria envolvida num pano, por poucos minutos. Nunca coloque gelo direto na pele nem use calor.
Aliança presa no dedo: o que fazer?
O mesmo passo a passo: elevar a mão, resfriar, lubrificar e girar devagar, sem forçar. Se não sair ou houver sinais de alerta, procure atendimento. Depois, ajuste a medida com o joalheiro.
Anel cortado tem conserto?
Anéis de ouro e de prata quase sempre têm: o joalheiro solda o aro e pode ajustar o tamanho ao mesmo tempo. Bijuterias e semijoias nem sempre podem ser soldadas.
Como evitar que o anel fique preso?
Use a medida certa, medida no fim do dia, tire os anéis antes de exercícios, calor, voos e trabalhos pesados, durma sem eles e prefira anéis ajustáveis ou elásticos se os seus dedos variam muito.
Conte a sua medida e se os seus dedos costumam inchar. A curadoria Dolores sugere anéis ajustáveis, elásticos e abertos do catálogo.
Falar com a curadoriaComo ajustar cada tipo de anel.
Como medir o dedo em casa.
Anéis, exercício e inchaço.
O inchaço na gestação.